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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Presos autores de homicídio em Altamira


Presos autores de homicídio em Altamira (Foto: Polícia Civil)
(Foto: Polícia Civil)
Quatro homens envolvidos em um homicídio estão presos no distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira, sudoeste do Pará. O crime se registrou, no último final de semana, e teve como vítima um homem de aproximadamente 50 anos de idade ainda não identificado. O homicídio resultou de uma confusão ocorrida em uma lanchonete. O delegado Arthur Braga, titular da delegacia do distrito, apurou que a vítima participava de uma festa na lanchonete de nome "Central" e ali teria sido acusada de ter furtado dinheiro de Anderson da Silva Flores, um dos quatro acusados.
Ele alegou que a vítima teria aproveitado o momento em que uma quantia em dinheiro, de sua propriedade, caiu no chão do banheiro da lanchonete e se apropriado do valor. O acusado afirma que retornou ao local e passou a tirar satisfações com a vítima pedindo que lhe devolvesse o dinheiro, o que teria sido negado pelo homem. A partir deste momento, houve um desentendimento entre ambos e a vítima teria sido agredida por Anderson com uma garrafa de vidro.
Depois da agressão, a vítima teria tentado fugir do local, porém foi perseguida pelo acusado e outros três comparsas - Israel Santos Sarmento, Paulino Nunes do Amaral e David de Oliveira Rossi todos maiores de 18 anos. Anderson conseguiu alcançar a vítima e a esfaqueou com ajuda dos demais indiciados.
Com o crime, a equipe policial formada pelo investigador Israel Araújo e o policial militar Claudivaldo Rego passaram a fazer buscas na região até localizar e prender em flagrante os autores do homicídio. Eles foram enquadrados pelo homicídio e formação de quadrilha. Segundo o delegado, os acusados são apontados como um grupo de desordeiros que costumava se envolver em brigas na área. Com a confusão, teria sido a segunda briga envolvendo os acusados, na mesma noite.
Um dos presos, Paulino, está em liberdade condicional concedida pela Justiça do Estado do Mato Grosso onde responder por crime de roubo qualificado. A vítima permanece na condição de ignorada, pois estava sem qualquer documento e até o momento nenhum conhecido compareceu para fazer o reconhecimento do corpo. (Polícia Civil)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Vigarista do DIABO
Falso PASTOR evangélico já está no presídio em Manaus

"Antônio Alenquer já responde vários processos na Comarca de Santarém por falsa identidade e estelionato. Ele foi preso pela Polícia do Estado do Amazonas acusado de ter desaparecido com 14 índios, onde manteve por dez dias em cárcere privado. Os índios viveram sob o terror do falsário".    
Antônio se passava como pastor evangélico para aplicar golpes

A justiça do Estado do Amazonas já encaminhou para um dos presídio dessa capital, o falso pastor evangélico Antônio Alenquer Pereira Pontes, 47, que estava desaparecido há quase duas semanas com 14 indígenas da etnia paumari, da aldeia Crispim. A aldeia fica na região do município de Lábrea (a 610 quilômetros de Manaus). Antonio foi preso na comunidade Belo Monte, na calha do rio Purus, a duas horas de voadeira de Canutama, na divisa da cidade de Tapauá. O falsário já tinha dado golpe no Pará, onde era considerado pela Justiça de Santarém.
O grupo de indígenas levados por Pontes é formado por 14 e não 13 indígenas, como se acreditava anteriormente. Entre os 14 indígenas, sete têm menos de 18 anos.
O sargento Lenildo Silva Mota, chefe da 18º Delegacia de Polícia de Canutama, que participou da captura, disse que Pontes já havia se estabelecido na comunidade, novamente usando o nome falso de Alexandre Campos.
Pregação: Na comunidade Belo Monte, segundo o sargento, Pontes havia convencido os membros de uma igreja evangélica que era, de fato, um pastor.
“Estava acontecendo um festejo na igreja. Ele já tinha feito até uma pregação na noite anterior. Descobrimos que ele continuava prometendo ajudar as pessoas com a intenção de angariar fundos para si próprio. Quando o prendemos ele estava todo arrumado, se passando como pastor”, disse o sargento.
Conforme o sargento, ele está preso por vários crimes: falsa identidade, estelionato, usurpação de função pública, maus tratos, rapto mediante fraude, sequestro e cárcere privado. “Ele proibia os índios de ligar para seus parentes”, disse Mota.
Resgate
O coordenador da Funai em Lábrea, Armando Soraes Filho, disse que uma equipe do órgão foi neste sábado (21) para Canutama resgatar os indígenas e encaminhá-los para a aldeia. A previsão é que o grupo chegue na aldeia Crispim na próxima segunda-feira ou terça-feira (24). A Funai já vinha se articulando desde o início da semana com as polícias da região da calha do Purus para capturar o falso pastor.

Cratera continua ameaçando trafegabilidade na Transamazônica a 23 km de Altamira.

Já comentamos  no início deste mês os perigos em um trecho da Rodovia Transamazônica, por conta de uma cratera que ameaça desabar, voltamos ao local e contatamos que pouca coisa mudou.
A rodovia continua com um grande fluxo de veículos, as rachaduras já chegam no meio da pista, o local foi sinalizado e mais na frente outra cratera já está se abrindo o torna mais arriscada ainda a viagem de quem precisa passar pelo local.
Trata-se de uma ladeira em curva fechada que esconde um abismo, para reduzir os perigos foram implantadas 5 lombadas para que os veículos diminuam a velocidade ao passar pelo local.
Enquanto nenhuma providencia não é tomada em relação a recuperação do trecho os motoristas convivem com o medo e contando com sorte para que as chuvas que já estão chegando não piore a situação.

Anabolizantes lideram vendas no Pará


Anabolizantes lideram vendas no Pará (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última semana a segunda edição do Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O documento traz dados relacionados ao comércio de medicamentos controlados no Brasil e revelou que os ansiolíticos Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam foram as substâncias controladas mais consumidas pela população brasileira entre 2007 a 2010. No Pará a droga mais consumida pelos paraenses foi a testosterona, presente nos medicamentos anabolizantes, seguida do clonazepam (psicotrópico).
Esteroides Anabolizantes são drogas sintéticas fabricadas para substituírem o hormônio masculino, a testosterona, que é fabricado pelos testículos. Eles ajudam no crescimento dos músculos e no desenvolvimento das características sexuais masculinas como: pelos, barba, voz grossa. Os medicamentos esteroides anabolizantes utilizados no Brasil são: Durasteton, Deca-Durabolin, Androxon.
Já os medicamentos psicotrópicos são utilizados no tratamento dos distúrbios da ansiedade. E foram três tipos desse medicamento, Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam, que ocuparam, durante todo o período analisado pela Anvisa, as três primeiras posições de venda. Só em 2010, foram vendidas cerca de 10 milhões de caixas do medicamento Clonazepam – o primeiro da lista.
No Pará os anabolizantes lideram as vendas. Foram 141.706 caixas do medicamento vendidas nas farmácias e drogarias do Estado somente em 2010. Os dados revelam uma média de 1,87 caixa vendida a cada 100 habitantes, ou 1,07 miligramas por habitante do Pará. O clonazepan vem atrás com 93.169 caixas vendidas, ou seja 1,26 unidades a cada 100 habitantes.
VÍCIO
Marcelo Brasil do Couto, conselheiro do Conselho Regional de Farmácia (CRF-PA), destaca o trabalho desenvolvido pela Anvisa. “Só assim saberíamos que foram vendidas 10 milhões de caixas de clonazepam só em 2010”, diz ele. Marcelo alerta ainda para o uso indiscriminado desse tipo de medicamento. “Muita gente utiliza esses remédios para dormir e acaba gerando o vício. E o mais interessante é que não são os psicólogos e psiquiatras, especialistas que deveriam indicar o uso desses medicamentos, responsáveis pela emissão das receitas, e sim de outras especialidades”.
Couto tem o mesmo pensamento com relação à prescrição da testosterona. Ele alega que não são os endocrinologistas que mais prescrevem esses medicamentos. “Um exemplo é o uso do receituário branco feito por odontólogos que foi o dobro dos utilizados pelos médicos de todas as outras especialidades. Não é para ser normal”.
Medicamentos podem trazer alívio e dependência
O boletim da Anvisa mostra que em 2010, dos quatro tipos de receituários existentes, os médicos veterinários utilizaram a notificação de receita especial de cor branca em 16 % das suas prescrições. Já os odontólogos a utilizaram em 15,4% dos casos, e os médicos, em 8% do total de suas prescrições.
As Notificações de Receitas Especiais de cor branca são utilizadas para prescrição de medicamentos da classe dos retinoicos, indicados, principalmente, para problemas dermatológicos.
O uso de medicamentos excessivos pode trazer consequências como a dependência o vício e ainda alterar o comportamento dos pacientes. Sara Goldfarb, nome fictício, conta que por dois anos fez uso de medicamentos como Lexotan, Diazepam e Haldol, todos indicados por um psiquiatra para o tratamento de uma depressão. “No primeiro momento trazem uma sensação de segurança e eles se tornam seus companheiros. Para o depressivo tudo está contra você e o remédio é sua força. Foram dois anos assim e hoje já estou há quase 10 anos sem remédios. Eles só ajudam a tirar você de órbita”, conta.
Atualmente Sara não utiliza nenhum tipo de medicamento para tratar a depressão. A dependência foi substituída por livros de autoajuda, muita leitura e experiências de vida.
FIQUE SABENDO
Os dados revelam uma média de 1,87 caixa vendida a cada 100 habitantes, ou 1,07 miligramas por habitante do Pará. (Diário do Pará)

Bancos devem atender clientes no prazo


Uma decisão da Justiça Federal publicada em setembro do ano passado obrigou os bancos da região oeste do Pará a atenderem os clientes dentro dos prazos estabelecidos pela legislação. Como os bancos recorreram da sentença alegando sua omissão e obscuridade, o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, em manifestação apresentada à Justiça no último dia 24, rebateu todos os argumentos apresentados, requerendo que a decisão seja mantida.
Na sentença, o juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Jr. obriga os bancos Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Banpará, Banco do Brasil, HSBC e Banco da Amazônia a cumprirem a legislação, atendendo os clientes em até trinta minutos em dias normais e em até quarenta e cinco minutos em véspera ou depois de feriados prolongados. A decisão vale para os vinte municípios sob a jurisdição da Vara Federal de Santarém e obriga os bancos a darem ampla publicidade aos prazos estabelecidos.
O Bradesco e o HSBC contestaram a decisão, dizendo que uma lei municipal de Santarém citada pelo MPF não poderia ter baseado uma sentença que vale para outros 19 municípios. No recurso processual em que defende a manutenção da sentença, o procurador da República Cláudio Henrique Cavalcante Machado Dias registra que a ação do MPF cita também a lei estadual 7.255/09.
“Dessa forma, não há nenhuma obscuridade na sentença recorrida, posto que lei estadual número 7.255/09, expressamente mencionada como fundamento da decisão e na parte dispositiva, possui vigência em todo o Estado do Pará”, ressalta o procurador da República no texto da peça processual encaminhada à Justiça, documento em que também outros questionamentos dos bancos à sentença foram refutados. Apesar da contestação judicial dos bancos à decisão, sentença continua valendo.
Os municípios abrangidos pela decisão são: Santarém, Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Curuá, Faro, Gurupá, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Rurópolis, Terra Santa, Trairão.
COMO RECLAMAR
Comunique o MPF pelo e-mail denuncia@prpa.mpf.gov.br caso o atendimento demore mais que o estabelecido pela legislação e determinado na sentença (atendimento em até trinta minutos em dias normais e em até quarenta e cinco minutos em véspera ou depois de feriados prolongados). (MPF)

Plantações de maconha são destruídas no interior


Plantações de maconha são destruídas no interior (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Denúncias anônimas ajudaram as Polícias Militar e Civil a destruir duas grandes plantações de maconha existentes na zona rural de Novo Repartimento, sudeste do Pará, neste mês de janeiro. As apreensões ocorreram em um período de menos de 10 dias. Na quinta-feira (26) passada, cerca de 140 quilos da erva foram apreendidos por uma guarnição da Polícia Militar comandada pelo sargento Siqueira após os policiais receberam informações de que homem estaria transportando uma grande quantidade de maconha em uma motocicleta no município. O sargento Siqueira imediatamente deslocou a guarnição formada pelos cabos Modesto, C. Santos, Cavalcante, J. Rodrigues, Couto, França e Souza ao local indicado na denúncia.
A guarnição ficou de campana na zona rural, precisamente na estrada vicinal 02 situada às proximidades da localidade de vila Belo Monte. Ali, os policiais aguardaram a passagem do suspeito que foi abordado e revistado. Com ele, foram encontrados em torno de três quilos de maconha no banco do carona da motocicleta que conduzia. Identificado como Francisco das Chagas de Sousa Santos, de apelido "França", ele foi preso em flagrante por transportar substância entorpecente. No momento da prisão, "França" alegou que transportava a droga a mando de Eloir Silva Monteiro, de quem receberia a quantia de R$ 150 para fazer o transporte da droga desde a comunidade do Tuerê até o distrito de Maracajá, na zona rural de Novo Repartimento.
Francisco das Chagas também revelou aos policiais o local onde era cultivada a maconha. Assim, a guarnição deslocou-se até a área onde estava a plantação. Ali, eles apreenderam mais 137 quilos da erva e prenderam em flagrante outro homem, Francisco Almeida da Silva, conhecido como "Chicão", responsável pela plantação.
Aos policiais, Francisco Almeida da Silva alegou que o dono da plantação seria Eloir Silva Monteiro, que está foragido. Ele indicou ainda o local onde a droga pronta para ser vendida estava escondida. Os criminosos foram conduzidos pelo sargento Siqueira até a Delegacia de Novo Repartimento, onde foram autuados em flagrante pelo delegado Ricardo do Rosário pelos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes e associação ao tráfico de drogas. O flagrante foi lavrado pelo escrivão de Polícia, Iravaldir Sosinho. O delegado Ricardo do Rosário parabenizou os policiais militares pelo excelente trabalho e disse que a ação policial resultou da confiança que a população de Novo Repartimento tem tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil.
Foi a segunda destruição de pés de maconha apenas em janeiro no município. No último dia 13, policiais civis destruíram em torno de 500 pés de maconha em uma plantação situada na zona rural. A operação foi realizada pela equipe da Superintendência Regional do Lago de Tucuruí e da Delegacia de Novo Repartimento. A operação policial foi planejada após o recebimento de informações sobre a existência de uma  plantação na região. Os policiais deslocaram-se no último dia 11 em direção ao local para tentar localizar e identificar o responsável pelo cultivo da erva. No dia seguinte, após percorrer aproximadamente 130 quilômetros, os agentes chegaram ao sítio Mucuim, no Assentamento Tuerê, onde abordaram a residência de propriedade de João Anísio do Nascimento, mais conhecido como “Mucuim”, de 69 anos. Ele foi preso em flagrante. (Agência Pará)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Jornalismo paraense perde Hamilton Pinheiro


Jornalismo paraense perde Hamilton Pinheiro        (Foto: Acervo Pessoal)


Faleceu na madrugada de hoje (10), aos 63 anos, o jornalista e radialista Hamilton Pinheiro da Costha, gerente de jornalismo da Rádio Cultura do Pará. Hamilton sofria de problemas pulmonares provenientes de uma pneumonia que teve em dezembro de 2011.
Desde a doença, o jornalista vinha fazendo tratamento e realizou exames ontem pela manhã. No final da tarde ele se sentiu mal e foi hospitalizado, falecendo por volta das 3h30.
O corpo está sendo velado por familiares e amigos na capela Good-Pax, situada na travessa Lomas Valentina, entre as avenidas Duque e 25 de Setembro.
Hamilton Pinheiro deixa dois filhos e um legado de 43 anos no jornalismo paraense. Sua primeira passagem pela Rádio Cultura foi entre 1984 e 1995, retornando à casa em 2006.
Na rede social Twitter, muitos amigos e colegas de profissão já prestam suas homenagens ao comunicador. O jornalista Tito Barata comentou através do seu perfil @titobarata: “Hamilton Pinheiro era da velha escola de radialistas que revelou bons talentos no Pará. Além de rádio, também entendia de telejornalismo”.
A presidente da Fundação Paranese de Radiodifusão, Adelaide Oliveira, também manifestou pesar através do Twitter: “A @funtelpa lamenta profundamente a morte do jornalista Hamilton Pinheiro, gerente de jornalismo da #culturaFM. HP era um parceiro querido”, postou a jornalista.
CARREIRA
Hamilton Pinheiro da Costha nasceu no município de Nova Timboteua, no dia 19 de abril de 1948. No rádio, ele foi plantonista esportivo, dividindo com Zaire Filho a apresentação de programas especiais aos domingo, com audiências elevadas.
Profissional completo, Hamilton marcou com memorável atuação sua passagem também pelo telejornalismo e por assessorias de imprensa. Sua presença marcante nas chefias dos meios de comunicação paraenses lhe rendeu o apelido de "Comandante HP".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pará é o 13º na participação do PIB nacional

O Pará foi o Estado que mais contribuiu para o PIB (Produto Interno Bruto) nacional entre os estados da região Norte, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (23), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar de ter caído 0,1% de 2008 para 2009, em razão da especialização na extração de minério de ferro, o Pará teve uma participação de 1,8% no PIB do Brasil. Com o resultado, o Pará ficou em 13º lugar, em relação aos demais estados brasileiros.


O PIB per capita paraense, no entanto, foi o mais baixo da região Norte, ficando em R$ 7.859,19. Em primeiro lugar ficou o Estado do Amazonas (R$ 14.620,94). Em relação a variação em volume do PIB, o Pará teve uma perda de -3,2%, ficando abaixo da média nacional, que foi de -0,3%.


Região Norte - O Estado do Amazonas manteve sua participação no PIB nacional em 1,5%, seguido de Rondônia (0,6%) e Tocantins (0,4%). Os piores resultados da região ficaram com Amapá, Acre e Roraima, com participação de apenas 0,2% cada um. O resultado deixou os três estados nas últimas posições de participação no PIB em 2009.


Apesar disso, entre 2002 e 2009, a região Norte aumentou sua participação em 0,3%, juntamente com as regiões Centro-Oeste (0,8%) e Nordeste (0,5%). As três regiões totalizavam 26,4% do PIB em 2002 e passaram a representar 28,1% do total em 2009. Já o Sul apresentou uma ligeira queda de -0,3% e o Sudeste de -0,6%, no mesmo período.


Brasil - Em 2009, 78,1% do PIB do Brasil estava concentrada em oito estados: São Paulo (com participação de 33,5% do PIB), Rio de Janeiro (10,9%), Minas Gerais (8,9%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,9%), Bahia (4,2%), Distrito Federal (4,1%) e Santa Catarina (4,0%).


O que é PIB - O indicador representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região.

Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário. Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.

Pará ocupa 3º lugar no ranking de mortes de jovens


O futuro do Pará está sendo apagado do mapa. São jovens e adolescentes impedidos de continuar existindo. Eles estão sendo eliminados. De acordo com dados do Sistema Nacional de Mortalidade do Ministério da Saúde, entre 1999 e 2009, a taxa de homicídios no território paraense cresceu 44,7% entre pessoas com 10 e 14 anos. O Estado é o terceiro com maior índice de crescimento nesse campo, só perde para Bahia e Maranhão.
Para se ter uma ideia do avanço desenfreado da violência, em 1998 o Pará ocupava a 16º posição no ranking nacional de homicídios de adolescentes. Dez anos depois, ele subiu para a 8ª posição. O mesmo se repete em Belém. Ambos numa escala de 100 mil habitantes. Em um outro panorama, só em 2008 morreram 1.086 jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos, o que equivale a quase três mortes por dia. Apenas na capital foram 287 vidas interrompidas nesse período. Números extraídos do Mapa da Violência, um documento produzido pelo Instituto Sangari e Ministérios da Justiça, e publicado a cada três anos.
Essas questões foram apresentadas ontem pelo Centro de Defesa da Criança e Adolescente (Cedeca), do Movimento República de Emaús. Números apontados durante uma coletiva de imprensa do Cedeca ao lado da Sociedade Paraense em Defesa de Direitos Humanos. As entidades se manifestaram publicamente sobre o episódio da chacina em Icoaraci no último final de semana. O tom era de repúdio, lamento e protesto.
“Infelizmente não é a primeira vez que o movimento vem a público se manifestar sobre a violência contra os jovens no Estado. O movimento pensa que haja não só uma indignação da sociedade, mas que haja uma reflexão. O Pará está sempre marcado, sempre à frente nessa violência. Até quando nós vamos precisar existir? E fazendo sempre esse tipo de manifestação pública?”, questiona Graça Trapasso, coordenadora – executiva do Movimento República de Emaús.
O caso da chacina de Icoaraci, onde seis adolescentes foram executados a tiros, só dá vida aos números e estatísticas de levantamentos feitos por entidades e instituições do Brasil. Eles mostram o crescimento alarmante da violência entre a juventude.
ESTATÍSTICA
Segundo o Mapa da Violência, dos 73% de jovens que morreram no país, as causas foram externas. Destes, 62% por mortes violentas. Entre a parcela adulta da população, os números não ultrapassam 10% em causas externas. No cenário paraense, os números não sofrem grandes modificações. Dos 70% mortos por causas externas, 62% dos jovens morreram de forma violenta.
A pesquisa mostra ainda que a violência tem cor e classe social. São os jovens negros e pobres do Brasil os que mais morrem e estão mais propensos à morte. “Essa violência é distribuída desigualmente. Tem um alvo certo. Nossa juventude negra e pobre está exterminada”, reflete Sérgio Martins, advogado da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).
Outro estudo a sugerir a violência cada vez maior sobre a juventude é o do Índice de Homicídios na Adolescência, o IHA. O índice é resultado Programa de Redução da Violência Letal, do Observatório das Favelas, Laboratório de Análise da Violência, Secretaria Nacional de Direitos Humanos e UNICEF. Ele aponta que a probabilidade dos assassinatos com um adolescente do sexo masculino é 12 vezes maior do que no caso do sexo feminino.
O risco aumenta quase três vezes quando eles são negros. Esse estudo analisou 267 municípios brasileiros e revela uma possibilidade assustadora: o número de adolescentes e jovens assassinados entre 2006 e 2012 no Brasil deverá ultrapassar 33 mil. O levantamento ainda prevê o futuro dos jovens com 12 anos em 2006, os quais provavelmente sequer chegarão aos 19 anos, porque deverão ser assassinados.
Dos seis garotos mortos em Icoaraci, nem todos tinham 12 anos em 2006. Ainda assim, nem um deles completará os 19. São vítimas de todo um contexto de brutalidade e ausência de políticas públicas. E não os culpados, como os representantes do Cedeca, SDDH e Comissão de Justiça e Paz da CNBB fazem questão de lembrar.
“Eles foram tratados como se estivessem envolvidos em atos infracionais, como se isso justificasse o fato. Eles não têm registro, passagem pela DATA [Divisão de Atendimento ao Adolescente]. Independentemente de eles estarem envolvidos ou não, o direito à vida é para todos. Nosso sentimento é de indignação de como foram tratados esses adolescentes. Isso jamais pode ser colocado como elemento justificador do que aconteceu com esses jovens”, disse Bruno Guimarães, advogado do Cedeca. (Diário do Pará)

BB liberará microcrédito para batedores de açaí


(Foto: Wagner Almeida/Arquivo)
BB liberará microcrédito para batedores de açaí  (Foto: Wagner Almeida/Arquivo)O Banco do Brasil e a Secretaria de Agricultura do Estado do Pará (Sagri/PA) formalizaram o convênio de cooperação técnica para viabilizar o acesso de batedores de açaí do Pará ao Microcrédito Produtivo Orientado, o MPO do BB, com a criação de linha de crédito específica para esse segmento, como parte também, da estratégia do Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS).
A assinatura foi feita em um evento nesta quarta-feira, 23, no auditório do Sebrae em Belém, promovido Banco do Brasil em parceria com Ministério do Desenvolvimento Social e com o Sebrae Pará. Trata-se da Etapa Belém da Oficina do Programa Crescer e Microcrédito Produtivo Orientado. Belém foi a primeira cidade brasileira a receber o evento, que será realizado também no Rio de Janeiro e em Brasília. As oficinas tem como objetivo difundir o Programa CRESCER e outras ações do Plano Brasil Sem Miséria, do Governo Federal, estimulando parcerias locais em todas as regiões, além de divulgar os produtos e serviços disponibilizados pelo Banco do Brasil alinhados ao Programa.
A assinatura do convênio foi feita pelo Secretário de Estado de Agricultura do Pará, Hildegardo Nunes e pelo Superintendente Estadual do BB, Rubem Hansen e possibilita aos batedores artesanais de açaí a melhoria das técnicas de manipulação do produto e acesso ao equipamento necessário para evitar a contaminação. O superintendente do BB disse que “a parceria para auxiliar os batedores foi um convite da Sagri e o BB aceitou o desafio. Assim como já foi feito um trabalho voltado para os açougueiros queremos fazer um trabalho de sucesso não só na concessão de crédito, mas na orientação para o uso deste crédito pelos batedores de açaí”.
A assinatura faz parte de um projeto de modernização do setor que inclui, ainda, a melhoria física dos pontos de venda para facilitar a higiene. Com o acesso dos batedores de açaí ao equipamento, que custa cerca de 3 mil reais, e ao crédito haverá uma grande contribuição para a organização da atividade. “A questão do crédito orientado, particulamente, daquelas pessoas que não tem a tradição, o histórico e a experiência de lidar com o crédito é fundamental para o sucesso e fico muito feliz quando vejo a concretização da nossa parceria” disse Hildegardo Nunes, Secretário de Agricultura do Pará durante seu pronunciamento.
Após dois meses de operação, a linha de financiamento para Microcrédito Produtivo Orientado do Banco do Brasil registrou mais de 20 mil operações no país, com desembolso superior a 80 milhões de reais. São cerca de R$ 2 milhões e 800 mil reais liberados diariamente. A expectativa do Banco do Brasil é superar a meta de R$ 111 milhões em liberações até o final do ano. (Ascom BB)