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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nesta SEGUNDA
Ximango será empossado na superintendência do INCRA
“Sua posse será no prédio da Câmara Municipal de Santarém, e deve está presente prefeitos, vice-prefeitos e vereadores da região. O deputado José Priante foi quem indicou”.
O Ximango foi indicação de Priante(PMDB)
O novo superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Francisco dos Santos Carneiro, toma posse na próxima segunda-feira (29), em ato solene a ser realizado na Câmara Municipal de Santarém, a partir das 18 horas.
Francisco Carneiro tem 66 anos, é natural de Alenquer (PA), possui formação de engenheiro agrônomo e economista e é especialista em Desenvolvimento Rural Integrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi servidor do Incra por 37 anos, órgão pelo qual se aposentou no ano 2000. Ao longo da carreira na autarquia, esteve lotado em Belém (PA) e respondeu por unidades em Rurópolis e Altamira, no Pará, e em Humaitá, no Amazonas.
Atualmente, Carneiro dedicava-se à atividade de assessoria em projetos nas áreas fundiária e agropecuária.
Com informações de Luís Gustavo, ASCOM

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MP investiga sumiço de documentos da Alepa


O promotor Arnaldo Azevedo chefia as ações do MP no caso Alepa (Foto: Everaldo Nascimento)
MP investiga sumiço de documentos da Alepa (Foto: Everaldo Nascimento)Segundo informações publicadas na coluna Repórter Diário, da edição de hoje (25) do jornal Diário do Pará, o Ministério Público (MP) segue envolto em nebulosa investigação. Ontem (24), o promotor de Justiça Arnaldo Azevedo, que chefia as ações do MP no escândalo da Assembléia Legislativa, anunciou que, em 20 dias, ajuíza denúncia contra os investigados pelo sumiço de 58 processos de licitação dos arquivos impressos da Alepa e pela destruição dos registros eletrônicos, lavrados em legislaturas iniciadas na gestão de Mário Couto (PSDB).
A coluna questiona como os documentos desapareceram mesmo depois de ofício assinado pelo promotor Nelson Medrado recomendando ao atual presidente, Manoel Pioneiro (PSDB), redobrar vigilância sobre os processos.
Ainda de acordo com a coluna, na manhã do dia 28 de maio, uma viatura que serve ao subcomandante da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), da PM, major Marcos Rayol, entrou na garagem do prédio da Alepa e, pouco depois, saiu de lá com os 58 processos. O carro, ocupado por um sargento, um cabo e um soldado, foi rastreado pelo serviço de inteligência do Geproc, o grupo de elite do MP que combate o crime organizado. O destino é guardado a sete chaves pelo promotor, sob o argumento de que as investigações, em curso, podem ser prejudicadas.
Arnaldo Azevedo confirma, porém, que investiga dois tenentes-coronéis pelo crime de mando da operação militar de subtração de documentos públicos, punível com pena de dois a seis anos de reclusão. A mesma punição, segundo o promotor, pode alcançar seis a sete pessoas de dentro da Assembleia investigadas pela entrega dos processos aos três militares da viatura oficial usada para mais um crime na casa.
De acordo com o promotor, os processos se relacionam a empresas contra as quais já se comprovou farto envolvimento com os desvios de verbas da Alepa. Azevedo diz que instaurou o procedimento para apurar o sumiço dos documentos assim que a notícia veio a público e que o presidente Manoel Pioneiro comunicou ao Ministério Público a nomeação de comissão de investigação interna. Provocado, Azevedo, que diz não haver danos aos autos sob seu poder, nada adianta sobre quem facilitou o crime na Assembléia Legislativa. As informações são da coluna Repórter Diário. (DOL)

Prefeito de Vitória do Xingu acusado de corrupção

Prefeito de Vitória do Xingú preso por fraudes



Liberalino Neto é acusado de desviar mais de R$5mi dos cofres públicos (Foto: Divulgação)
Prefeito de Vitória do Xingú preso por  fraudes (Foto: Divulgação)A Polícia Federal desbaratou ontem uma quadrilha com ramificações nos estados do Pará e Alagoas que é acusada de desviar mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos em licitações fraudulentas. Dez pessoas foram presas, entre elas o prefeito de Vitória do Xingu, município do sudoeste do Pará, Liberalino Ribeiro Neto (PTB) e seu pai, o ex-prefeito de Marechal Deodoro (AL), José Danilo Damaso de Almeida. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), as investigações envolvem R$ 17 milhões em recursos federais que foram transferidos a Vitória do Xingu para aplicação em programas nas áreas da saúde, educação e assistência social.
Danilo Damaso
Além do prefeito e do pai dele, foram presos os secretários municipais de Saúde, de Obras e de Finanças de Vitória do Xingu. Também foi realizada a busca e apreensão de documentos na prefeitura, secretarias e empresas privadas. As investigações tiveram origem a partir de notícia crime originada dos moradores do município.
De acordo com a PF de Alagoas, Danilo Dâmaso possui uma extensa ficha policial, já tendo sido acusado de homicídio, formação de quadrilha, uso de documento falso e crime contra o sistema financeiro.
A procuradora da República em Brasília, Raquel Branquinho, disse ao Diário que o esquema criminoso utilizava empresas fantasmas em nomes de “laranjas”, superfaturando bens e serviços, e efetuando pagamentos por serviços não executados. Segundo a PF, Vitória do Xingu é um reduto da família alagoana Dâmaso, que mantém vários negócios na região, como fazendas, laticínios e lojas de automóveis.
O ex-prefeito foi preso em sua residência, na região central de Marechal Deodoro, por determinação da Justiça do Pará. Ele prestou depoimento na sede da PF em Jaraguá em seguida foi levado para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.
Ainda não se sabe se Dâmaso será transferido para o Pará, pois a prisão é pelo prazo de cinco dias. Em maio de 2010 ele foi detido por desacato à autoridade e em 2005 foi preso na operação Guabiru, da PF, acusado de desviar verba federal para compra de merenda escolar.
MARACUTAIAS
A CGU informou que as empresas envolvidas nas fraudes também já são alvos de inquéritos policiais que apuram desvios de recursos da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Foi descoberta a concessão de lavra para empresa do esquema, que garante a exploração de minerais (cascalho e areia) por 50 anos. A empresa fornece material para obras da prefeitura, sendo sua sede localizada em uma fazenda pertencente ao prefeito Liberalino Neto, apontado como chefe do esquema.
Os fiscais constataram ainda que houve dispensa de licitação para a recuperação da estrada vicinal Água Boa, para contratação de uma empresa integrante do esquema, sendo que o serviço não foi executado; e apontou ainda fraudes em licitações para a construção de creche, reforma e ampliação do estádio da cidade e obra do sistema de abastecimento de água.
Raquel Branquinho disse que as investigações não estão concluídas, mas já estão muito avançadas. “A partir de agora, ocorrerá a oitiva dos envolvidos e de testemunhas e a análise e separação de toda a documentação arrecadada para materializar o que já vinha sendo apurado”, resumiu a procuradora.
HABEAS CORPUS
Os advogados dos acusados não quiseram falar com o DIÁRIO, mas informaram que iriam ingressar com pedido de habeas corpus para libertar seus clientes. (Diário do Pará)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Votação no STF garante plebiscito em todo o Pará


Votação no STF garante plebiscito em todo o Pará (Foto: )Mesmo antes do final da votação do Supremo Tribunal Federal (STF), o resultado favorável à participação de todo o estado no plebiscito não deverá ser alterada. Até o momento, todos os sete ministros que declararam voto concordaram que a divisão afetaria o estado com um todo, e toda a população deve ser consultada.
Os ministros do STF julgam a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona a Lei 9.709 de 1998. A lei prevê a participação de toda a população estadual nos plebiscitos realizados para decidir desmembramentos de territórios para formação de outros Estados. A Adin foi ajuizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e tem o apoio dos grupos pró-Carajás e pró-Tapajós. A interpretação dos defensores da ação é que apenas os municípios que poderão formar os novos Estados são parte interessada na divisão. O artigo 18º da chamada “Lei do Plebiscito” seria inconstitucional.
Iniciando a sessão, o ministro Dias Toffoli, relator da matéria, declarou voto contrário à ação por acreditar que toda a população do Estado deve ser consultada sobre a divisão, pois todos seriam afetados, e não somente as regiãos desmembradas. Prosseguindo com a  votação, Luis Fux, Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto e Gilmar Mendes acompanharam o voto do relator e se posicionaram contra a ação, favoráveis à participação de todo o Estado no plebiscito.
Para o ministro Marco Aurélio, o sétimo a votar, a redistribuição nos fundos estaduais e municipais afetaria a todos os estados do País, declarando voto contrário a ação e favorável à extensão do plebiscito não apenas a todo o estado do Pará, mas a todo o território nacional. Os ministros Celso de Melo e Cezar Peluso também julgaram improcedente a ação.
Com as ausências do ministro Joaquim Barbosa (licença médica) e da ministra Ellen Gracie (aposentada), a sessão foi encerrada após os nove votos, todos contrários à ação e favoráveis à decisão do Tribunal Superior Eleitoral de extender a votação a toda população do estado do Pará. (DOL)

Ex-prefeito alagoano e seu filho são presos pela PF por fraude em licitações no Pará

Seu filho, Liberalino Dâmaso, prefeito de Vitória do Xingu, também foi detido por fraude em licitações no Pará


Uma operação da Polícia Federal, intitulada Pandilha (ajuste entre várias pessoas para enganar alguém), prendeu na manhã desta quarta-feira, dia 24, o ex-prefeito da cidade de Marechal Deodoro, Danilo Dâmaso. A operação, coordenada pela polícia do Pará, determinou a oitiva de Dâmaso por meio de carta precatória.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Superintendência de Polícia Federal em Alagoas, a prisão preventiva foi decretada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ele é acusado de fraudes em licitações públicas. Além de Dâmaso, um filho do ex-prefeito, Liberalino de Almeida Neto, que é prefeito de Xingu/PA, também foi preso.
Dâmaso está sendo ouvido pelo delegado federal Delfino de Castro e em seguida será encaminhado para o Instituto Médico Legal Estácio de Lima, onde será submetido a exame de corpo de delito. A PF não informou se o acusado será encaminhado para o estado do Pará.
Esta não é a primeira vez que Danilo Dâmaso é preso em Alagoas. Ele já foi alvo de duas operações da PF, uma delas a Guabiru, em 2005 - acusado de desviar dinheiro da merenda escolar no Estado. Ele também foi preso por desacato e injúria contra um juiz e serventuários da Justiça durante o período eleitoral de 2008.
Danilo Dâmaso responde também a processos judiciais por outras condutas ilícitas também ocorridas no exercício de sua função pública. Foi denunciado pelo Ministério Público Federal, pelos delitos de formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção passiva, advocacia administrativa, além de ter sido inserido nos art. 9º, I, VI e X; 10, VI, VIII, IX e XII; 11, inc. I e IV da Lei de Improbidade Administrativa.
No Pará, Dâmaso também foi indiciado por crimes contra o sistema financeiro nacional, bem como, crimes contra a ordem tributária, a partir de inquérito instaurado pela Superintendência da Polícia Federal de Altamira.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Polícias desmontam esquemas de tráfico no oeste

(Foto: Ascom Polícia Civil)
Polícias desmontam esquemas de tráfico no oeste (Foto: Ascom Polícia Civil)Operações conjuntas das Polícias Civil e Militar resultaram, nos últimos quatro dias, nas prisões em flagrante de cinco acusados de tráfico de drogas na região oeste do Pará. Na mais recente ação policial,  iniciada na noite de segunda-feira e concluída, nesta terça-feira (23), houve a apreensão de mais de dez quilos de maconha  e as prisões de duas pessoas em Santarém. Com uma delas, Jaílson Leão Valente, conhecido por “Ratinho”, 24 anos, os policiais apreenderam mais de meio quilo de maconha prensada que era comercializada na própria residência do acusado na Rua Conquista, bairro Área Verde. Em seguida, foi preso o distribuidor da droga, Adílson Silva Sousa, em uma vila de casas situado na área conhecida por beco São Vicente, bairro do Livramento, periferia da cidade. As investigações mostraram que Sousa fazia o transporte de drogas desde a cidade de Uruará, na rodovia Transamazônica, até Santarém. Ao ser preso, ele se preparava para realizar a redistribuição de drogas em locais encomendados na área urbana da cidade.

As drogas seriam comercializadas em “bocas-de-fumo” - pontos de venda de drogas - situadas em cinco bairros diferentes. Com o acusado, foram encontradas anotações sobre os esquemas de distribuição de entorpecentes. O veículo usado para distribuição e transporte das drogas de Uruará até Santarém foi apreendido. Trata-se de uma moto Honda Bros 125 que apresentava em sua lataria um adesivo com a palavra “zero”. Conforme os policiais, o “zero” é uma referência à qualidade da droga vendida: “zero teor de impurezas”. O esquema de tráfico de drogas já era investigado pela Polícia Civil. Também foi apreendido dinheiro e telefone celular que, segundo os policiais, é resultante da venda de entorpecentes. “Ratinho” também é investigado por envolvimento em outros crimes, como roubo e receptação de roubo. Ele, que já esteve preso por tráfico de drogas na Penitenciária Agrícola de Cucurunã em Santarém, estava em liberdade condicional há cerca de três meses.

A operação foi realizada por policiais civis da 16ª Seccional Urbana de Santarém com participação de policiais civis do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação) e da Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas. Segundo o diretor da 16ª Seccional Urbana, delegado Nelson Nascimento, a ação policial foi coordenada pelo delegado Jamil Casseb, de Santarém, responsável pela lavratura dos dois procedimentos policiais de flagrante por tráfico de drogas. Para o delegado Gilberto Aguiar, superintendente regional do Baixo e Médio Amazonas, a operação policial atende às diretrizes de repressão ao tráfico de entorpecentes e combate a outros crimes relacionados à atividade criminosa na região.
Na manhã do último dia 20, em operação conjunta das Polícias Civil e Militar dos Estados do Pará e Amazonas, o comandante e o cozinheiro de uma embarcação de transporte de passageiros que faz linha de Manaus para Santarém foram flagrados na prática de tráfico de drogas. Foram apreendidas drogas, dinheiro e objetos de valor como telefones celulares que estavam em poder dos detidos. As prisões foram realizadas a bordo do navio-motor “Cidade de Nhamundá II” no momento da escala do barco na cidade de Faro no Pará. A equipe policial foi formada pelo titular da Delegacia dos municípios de Faro e Terra Santa, delegado Henrique Boa Morte; chefe da Polícia Civil de Nhamundá, delegado Paulo George; cabo da Polícia Militar do Amazonas, Jota Raimundo, sargento Sena e soldado Robson, da Polícia Militar de Faro. Os policiais já investigavam a conexão do tráfico de drogas que culminou nas prisões de Marcos Fernandes Lópes Silva, de 35 anos, cozinheiro do barco, e Jorge Amaral Farias, 49 anos, de apelido “Ai Ai”, comandante da embarcação. Ambos são residentes em Nhamundá (AM). A operação foi deslanchada durante investigações sobre o consumo e a venda de drogas em Faro.

O delegado Henrique tomou conhecimento de que um usuário de drogas iria comprar petecas de cocaína com o cozinheiro no momento em que o navio atracasse no porto da cidade. Os policiais passaram a acompanhar os passos do usuário na cidade. Por volta de 8 horas, quando o navio “Cidade de Nhamundá II” chegou ao porto de Faro, os policiais militares juntamente com o delegado ficaram em outra embarcação observando a chegada do navio, enquanto outros policiais permaneceram na rampa de acesso ao barco. No momento em que o usuário entrou na embarcação para se encontrar com o cozinheiro, os policiais abordaram os dois. Na revista, uma peteca de droga e 100 reais foram achados com o usuário. Já com Marcos Fernandes, foi achado dinheiro que o usuário havia pago pela droga. Ao revistar a cozinha da embarcação, os policiais encontraram um saco plástico com cerca de 80 gramas de cocaína. Em depoimento, Marcos Fernandes alegou ter comprado a droga em Manaus e que seria para consumo próprio, porém resolveu vendê-la, pois estava sem dinheiro e com dívidas. Ele disse ainda que, também no porto de Manaus, um traficante que conhece apenas de vista havia lhe repassado uma caixa com a droga para que entregasse ao condutor da embarcação, Jorge Amaral Farias. Segundo Marcos, na noite anterior, durante a viajem, a caixa foi entregue a Jorge.

Em outra operação, no último dia 19, foi preso em flagrante Jearlisson Ribeiro Rego, de apelido “Jajá”, 18 anos. Ele foi localizado na Rua Anchieta, bairro Diamantino, em Santarém, sob acusação de tráfico de drogas e corrupção de menor de idade. Os policiais civis o flagraram enquanto confeccionava “trouxas” de pasta de cocaína para venda. No momento da prisão, ele estava junto de um adolescente de 15 anos, que portava petecas da droga e foi abordado enquanto saía do local para vendê-las. Na casa, os policiais apreenderam droga, telefones celulares, tesoura, linha de costura, sacolas plásticas e outros instrumentos e utensílios usados na manipulação de droga. O traficante “Jajá” foi autuado em flagrante pelo delegado Luiz Paixão. Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado ao Sistema Penitenciário do Estado para ficar recolhido à disposição da Justiça. Já o adolescente foi submetido a um procedimento especial e entregue aos familiares, sob compromisso de apresentá-lo no Juizado da Infância e Juventude, onde a conduta ilícita do jovem será analisada pelo juiz de Direito. (As informações são da Polícia Civil)

Imazon estima taxa de desmatamento de Belo Monte

Durante a avaliação do licenciamento da hidrelétrica (UHE) de Belo Monte no Pará, o Ibama solicitou uma análise do risco de desmatamento indireto desta obra; ou seja, o desmatamento além da área que seria alagada ou usada para as construções. O desmatamento indireto seria causado principalmente pela imigração (que poderia atingir até 96 mil pessoas) e pelo estímulo ao aumento de atividades econômicas locais. Especificamente, o Ibama solicitou a estimativa das áreas sob risco de desmatamentos e sugestões para reduzir o risco.

O Imazon estimou a taxa provável de desmatamento até 2031 considerando cenários com e sem a construção da UHE e diferentes tendências de desmatamento. Combinando a tendência do desmatamento mais baixa do período 2006-2009 com as projeções de população com o projeto, foi projetado que seriam desmatados em torno de 800 km2 adicionais em 20 anos. Já considerando a tendência do desmatamento mais elevada do período 2000-2005, projetou-se que seriam desmatados de 4.408 km2 a 5.316 km2 adicionais, dependendo do nível de imigração.

Para mitigar o risco de desmatamento, considerou-se a criação e implantação de Áreas Protegidas propostas (14.608 km2), o reforço da fiscalização e do licenciamento ambiental de imóveis rurais. O estudo levou em consideração a criação de áreas propostas pelo Projeto Básico Ambiental (PBA) (1.023 km2), e pelo próprio estudo (241km2), e também a criação das Florestas Nacionais propostas pelo Sistema Florestal Brasileiro.

Num cenário de alta taxa de desmatamento, a criação das áreas propostas evitaria 4.187 km2 de desmatamento ou 79% da área sob risco indireto do projeto. Considerando uma baixa taxa de desmatamento, seriam evitados 3.184 km2. Portanto, o desmatamento evitado neste cenário equivaleria a 3,6 vezes a área de risco adicional do projeto.

O potencial de mitigação das Áreas Protegidas só seria efetivo se não ocorresse deslocamento do desmatamento evitado nessas áreas para os imóveis privados. Assim, seria necessário aumentar a eficácia da fiscalização ambiental das áreas privadas. Para isso seria necessário aumentar a cobrança das multas já aplicadas além de manter o embargo econômico de áreas desmatadas ilegalmente.

A terceira opção para mitigação seria apoiar o licenciamento ambiental dos imóveis rurais. Até fevereiro de 2011, cerca de três quartos dos imóveis rurais da região em torno de Altamira estavam fora do Cadastro Ambiental Rural (CAR) o que dificulta a punição de quem desmata ilegalmente. O empreendedor poderia apoiar as Secretarias Municipais e Estadual de Meio Ambiente no esforço para o cadastramento dos imóveis. (As informações são do Imazon)
Placas no Pará pode ser a capital do Estado do Tapajós

Foto: Karina Pinto
Por ser uma cidade plana, com área territorial bem no centro da discussão sobre a criação do Estado do Tapajós, Placas, ha 260 km de Altamira pode estar prestes a entrar para a história.

A cidade hoje com pouco mais de 24 mil habitantes vive da pecuária e da agricultura familiar, mas apesar da aparência de cidade pequena, tem ruas largas e terreno de sobra para crescer ainda mais. Fundada na década de 70 a cidade tem esse nome porque no local onde foi construida havia apenas duas placas, uma identificando o destino para Rurópolis e outra o limite de Altamira.  

Na área seria construído um alojamento e em seguida uma vila de casas para funcionários do INCRA, mas como tudo na Amazônia e na Transamazônica o local acabou abandonado e aos poucos tomado por quem buscou a região a procura de desenvolvimento.

Se será capital ou não ninguém sabe, mas que apesar de pequena a jovem Placas tem seus encantos, ah isso tem, quem não lembra do famoso caso da divisão de horas bem no centro da cidade por causa da linha imaginária do Equedor? pois é, durante anos enquanto eram 17 horas de um lado da cidade, do outro o relógio já marca 18 e as lojas estavam fechadas.

O relógio dePlacas hoje gira no horário normal no Pará, mas por lá as pessoas só pensam em uma coisa, ou melhor, duas, Divisão do Estado e a Construção da Usina Hidelétrica Belo Monte, ambos esperança de dias melhores para uma parte do Pará que parece ter ficado no passado.
 
cado no passado. 

Usina hidrelétrica de Belo Monte em Altamira Pará.

PARA GOVERNO, PROTESTOS CONTRA USINA SÃO “DE MINORIA”

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse nesta segunda-feira (22) que todos que possuem uma visão técnica, e não ideológica, serão convencidos da viabilidade e necessidade da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Segundo a ministra, Belo Monte será exemplo de implantação de usinas hidrelétricas na região Amazônica, com respeito social e ambiental.

As declarações foram dadas durante evento com o tema: “Hidrelétricas: as necessidades do País e o respeito à sustentabilidade”, promovido pela revista Carta Capital em São Paulo. A ministra ainda adiantou que o governo deve divulgar uma portaria, em setembro, com objetivo de acelerar os processos de licenciamento ambiental para as futuras hidrelétricas.


Assim como a ministra, o presidente da Empresa Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, desqualificou as manifestações contrárias à obra que ocorrem de forma intensificada desde o último ano. Segundo ele, o governo não tem a visão de que a população de Altamira, e dos outros dez municípios que serão afetados pela inundação, é contra Belo Monte.


“Belo Monte será um resgate social e ambiental da região. A maioria da população tem defendido Belo Monte porque sabe que a usina vai melhorar as condições de vida dela. [A rejeição] é totalmente minoritária. Alguns grupos extremistas estão fazendo confusão”, afirmou o presidente da EPE.


Sobre os protestos internacionais que ocorrem nesta segunda-feira (22) em dezesseis países, Tolmasquim afirmou que “há desconhecimento” sobre os benefícios que a usina trará a região.
Para o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Dom Erwin Krautler, o governo falseia a realidade ao dizer que os protestos contra a obra são de uma minoria. Krautler, que vive em Altamira, disse que há muita insegurança na região. “As manifestações de Altamira nunca foram ideológicas, mas são de um povo que será afetado, que está desesperado, fugindo de suas casas e invadindo terrenos alheios”, afirma o missionário.

Ele conta que o preço das indenizações pagas para que os moradores deixem suas terras são somas irrisórias. Quem opta por uma casa nova custeada pelo governo, não sabe onde vai morar. Já as populações indígenas e ribeirinhas estão extremamente preocupadas com a diminuição do fluxo de água, o que deve também motivá-las a mudarem do local.

“A política do governo é um fato consumado. O governo não entra em diálogo. É a política do rolo-compressor, do vale-tudo contra o povo envolvido. Então defendem a usina com unhas e dentes e ainda tacham as manifestações contrárias de ideológicas”, defende o missionário.